Ando com um bicho creativo que nao consigo apanhar. Parece que ele consegue correr mais do que eu. Alguém que me empreste mais genica.
Sentar no piano. Tirar a ferrugem das juntas.
"Air France are a band from Gothenburg, Sweden, whose music mixes Balearic and pop music resulting in songs with an atmospheric, faux-worldbeat feel. Currently signed to Sincerely Yours records."
Eclético sem o parecer. Foi conseguir ouvir um álbum do princípio ao fim como já não fazia há algum tempo.
"Grampall Jookabox (think "Grandpa Jukebox" as slurred by a three-year-old) was formed as an alter ego for Midwest producer/songwriter David Adamson. The Indianapolis native developed a love for hip-hop at a young age, laying down rhymes over boombox beats on a four-track recorder given to him by his uncle. Those jams eventually morphed into an eclectic blend of blues-kissed psychedelic rock reminiscent of bands like Animal Collective, TV on the Radio, and Odelay-era Beck, culminating in a heady, trippy debut for the Joyful Noise label called Scientific Cricket in 2007, followed by Ropechain on Asthmatic Kitty the following year. ~ James Christopher Monger, All Music Guide"
Foi claramente o melhor filme que vi no último festival de cinema de Ljubljana. Melhor em tudo. Na capacidade de cruzar barreiras temáticas, de nos roubar o espírito, de realizacao, de originalidade. Não ganhou. Não esperava que assim fosse. Nunca acreditei nos gostos da generalidade. Alegra-me esse facto.
"Oscar, an overlooked and bullied boy, finds love and revenge through Eli, a beautiful but peculiar girl"
Foi um regresso `a velha cidade, onde também me fiz velho. Não sei bem ao que vim e não sei ainda o que encontrei, se ela me encontrou. Fiz as malas, desfi-las. Encontrei um sofá que ainda não tem o meu acento. Meias janelas para contos. Vivo numa organizada confusão que deixo crescer a prazer. Acho que não sei existir. Melhor, só assim o sei.
Faz um longo período desde que me sentei aqui. Perdi a barba, ganhei-a outra vez e preparo para lhe dizer adeus novamente. Será tudo ciclos sem evolução? Nos últimos tempos não houve tempo para pensar em filmes e música. Foi uma sequência de eventos que me deram o final de um livro. Alguém morreu como faltava para fechar a última página.
De regresso a Portugal.
A procurar não se sabe bem o quê.
O conteúdo deste filme em nada me surpreendeu. Apenas trouxe à superfície preocupações. Fui vê-lo porque precisava de fazê-lo, isto é, ir ao cinema. Nada como um sábado chuvoso para me sentar no escuro.
Entre les murs, na sala de aula, há medo por detrás da intolerância. Há uma incapacidade de adaptação do ensino escondida sob as dificuldades culturais dos alunos. Quando o problema transversal que nos cobre parte nao de cortes orçamentais mas sim de dificuldade em avançar, em mudar, em criar.
Quando o erro que afecta a base das nossas vidas (quem por enquanto primeiro cresce, ainda antes de aprender a crescer) não tem custo numérico mas parte das nossas próprias limitações filosóficas em mostrar a quem ainda não entende o que significa saber.
Nas linhas escritas um ano atrás apareceram os sonhos sob a forma de uma curiosidade. Acho que sempre gostei do inexplicável, da fantasia e místico, é claro que esses elementos sempre bateram de frente no muro de uma rígida racionalidade. Talvez certas partes de mim tenham ficado orfas deste muro. Seja na procura de uma maneira de viver um filme como quem sonha um sonho, vívido. Seja na tentativa de aprender a cura que vai contra tudo o que me é concebível.
Acho piada ao atempado subconscicente. Quando do seu saco de truques traz a descoberto reflexos datados. Quando dos nossos ternos segredos, baralha e volta a dar.
Hoje sonhei outra vez. Ontem também sonhei. Nao me lembro do último dia sem sonhos e nao me lembro dos sonhos do último dia. Hoje lembro-me que sonhei com A C Doce imaginacao repetida.
(Estou a a tentar dar uma dica ao meu subconsciente para incluir uma banda sonora na proxima aventura onírica)
Fiquei surpreso com a qualidade, procurei o realizador e fiquei literalmente parvo. Seja em que formato, sao infindáveis as histórias passadas durante e sobre os eventos da Segunda Guerra Mundial e suas circunstancias. Inesgotáveis diria, tal como uma vil natureza humana cheia de bondade.
"In the Nazi-occupied Netherlands during World War II, a Jewish singer infiltrates the regional Gestapo headquarters for the Dutch resistance."
Realizador: Paul Verhoeven
Depois de Der Untergang, The Pianist e Schindler's List, ainda havia espaco.