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Tuesday, April 21, 2009

Retorno

No tempo em que eu fugia dos esquissos de nós.

Nos dias em que as ideias assustavam e os desejos nao me deixavam ver a simplicidade das coisas.

Na noite em que me refugiei, a salvo na frente do carro, negando tudo.

Nessa noite, fotografei estas linhas.

Hoje ainda sou pequeno, mas já nao me perco tanto naquela pequenez.

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Anathallo - Italo


"When you get up
When you wake up
Put your hands up
Pick yourself up
And you pull yourself up underneath the dugout cubby enclave of the sidewalk overhang,
cement buckled upward and the rain came dripping through the crack.
We hear the voice of Italo sing of a holy fire.
When he stomped, the dirt fell on our eyes.
Hell, he stomped.
It was a mystery to me when you crawled out from underneath the sidewalk overhang.
Cemment buckled upward and the rain cam dripping through the crack.
We heard the voice of Italo sing.
In the second zone of the city a baby born in the nightclub mold where goons dry heave the factory glue all crust-lipped and bloody nosed.
Fire took the roof off, hollowing the carcass (licked it like a bone).

Sway and mone to songs of some pitchless praise, stoned."

Friday, April 17, 2009

Pouco a pouco

Enquanto acabo de construir caixas de bolachas com olhos, vou arranjando o que ficou por consertar.

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Tuesday, March 31, 2009

Où vous allez

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Por momentos, até que a noite me permita esconder, estou de volta ao mesmo quarto.
Luz de presenca redonda, alternando.
Neve aperta.
Espaceias.
De encontro ao escuro quando a luz parece que queima.

A marcha da Canção triste em abrir de cortina.



Esquecer de respirar.

Wednesday, March 18, 2009

Dois caminhos

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Anos atrás, quando se formou esta maneira de ser, havia mesmo um nome.
Mesmo tendo-se tratado de um momento de comunhao, julgo que é uma pele obsoleta.
Nao é um arrependimento, aliás, algo que nao me é comum em termos de análise nostálgica global. Apenas constatacao.

Hoje.

Quase me deu vontade de repreender o mundo, por ter demorado tanto tempo a dar-me a estalada que lhe pedia sem hesitacao.
Quando, no fim de contas, era eu que tinha de levantar a mao sobre mim próprio.

Sunday, March 15, 2009

Lisbon under my Eyes

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Nao sei bem o que estou a fazer.
Nem sei bem onde vai isto dar.
Enquanto estiver bem estou.
Porque estou.
Sem mais perguntas e sem precisar de me dar ouvidos.
Há novas maneiras de viver os dias e elas estao sentadas `a minha frente.
Só espero que nao seja sempre eu o único a ter de me levantar.

Tuesday, January 27, 2009

Onde estou? Não interessa




Foi um regresso `a velha cidade, onde também me fiz velho.
Não sei bem ao que vim e não sei ainda o que encontrei, se ela me encontrou.
Fiz as malas, desfi-las.
Encontrei um sofá que ainda não tem o meu acento.
Meias janelas para contos.
Vivo numa organizada confusão que deixo crescer a prazer.
Acho que não sei existir.
Melhor, só assim o sei.

Wednesday, October 29, 2008

4am

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o que posso ter de repetido sao os actos, mas nunca o conteúdo que vivo neles.
Porque no tempo, todo um segundo acaba sempre por ser um primeiro.

Friday, September 26, 2008

Crash N' Burn

























É irónico como assim, de maos dadas, fui eu que me perdi no óbvio e foi eu que me esqueci de crédito onde ele nao era devido.
Posso passar 3 dias sem dormir?
Parece que nao.
Nao há verdadeiro espinho com aquele que se crava em proximidade.
Resta correr no escuro, porque ninguém corre por nós, ou connosco já agora.

Nao importa as horas a que se esquecem de ti.

E rir-me de mim é um sinal de demencia.

Wednesday, September 24, 2008

Em branco

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Sentado sob a copa, olho para cima.
Vejo um ramo que se mostra.
Para que me serves tu, ramo?

De olhos neste rio, andado pela beira,
descubro uma linha de um falso fim.
Para que me serves tu, horizonte?

Voltado de costas para o resto, em ensimesmado balcao.
Perco tempo no fundo de um vaso.
Afinal qual é a tua solucao, líquido?

Esquecido no escuro, debato-me com os projectos que acabam por nao ser.
Escondido na confusao de cadeiras vazias pergunto-me
Para que me serves tu, cinema?

Bailando enquanto tudo mais se amorfa num sofá.
Pintando os dia e determinando disposicoes.
Por que te abro sempre a porta só a ti, música?

Vendo-me rodeado de faces, expressoes sem profundidade, natureza morta.
Ouvindo conversas a preto e branco, enquanto se finge pertencer a este espaco entre os ombros.
Para que preciso de ti, eu?

Porque estou sem bolsos para ódio e nao sei mais onde o jogar.



"I stand on the cliffs with my son next to me
This island our prison, our home
And everyday we look out at the sea
This place is all he's ever known

"But I've got a plan," He sung
Wax and some string, some feathers I stole from a bird
We leap from the cliff and we hear the wind sing a song thats too perfect for words

But son, please keep a steady wing
And know your the only one that means anything to me
Steer clear of the sun, or you'll find yourself in the sea

Now safely away, I let out a cry
"We'll make the mainland by noon"
But Icarus climbs higher still in the sky
Maybe I've spoken too soon

But son, please keep a steady wing
And know your the only one that means anything to me
Steer clear of the sun, or you'll find yourself in the sea
Wont you look at your wings
They're coming undone
They're splitting at the seams
Steer clear of the sun, for once wont you listen to me?

Oh God!
Why is this happening to me?
All I wanted was new life for my son to grow up free
And now you took the only thing that meant anything to me
I'll never fly again, I'll hang up my wings
Oh God!
Why is this happening to me?
All I wanted was new life for my son to grow up free
And now you took the only thing that meant anything to me
I'll never fly again, I'll hang up my wings
Oh God!"

Thursday, September 18, 2008

Coleccao de sorrisos

Aceitam-se doacoes.

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Sunday, September 14, 2008

Por agora

Assim se fez um mes. Agosto. Com números na cabeca e muitas tentativas.

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Paraíso numa redoma artificial.



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Lan


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Devir


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Sobre asas.


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Entretantos.


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`A espera.


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Domingo.


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As minhas quatro.


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Neo-vaca.


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Simbologia



Tuesday, September 9, 2008

O enrolar de um ano e um começo adiado



Gosto mesmo de como trabalha a memória. Se por por vezes me deixa em apuros pela descricionariedade com que trabalha, por outras vezes dá-me detalhes que de outro modo ficariam perdidos. Sejam imagens de pessoas e momentos, conversas a dois que pareciam condenadas às cinzas.

Esquecer.

nomes
aniversários
encontros
consultas
exames

Enquanto não nos esquecermos de viver, acho que estamos todos muito bem.

Tenho ultimamente visto o meu reflexo nos olhos dos outros e não posso dizer que estou muito agradado. Percebo que é tudo muito relativo, sobretudo quando pessoas diferentes reflectem coisas diferentes, mas há caracterizações e caracterizações. As palavras podem fugir para onde as deixarmos ou para onde as empurrarmos. Ser mau pode ser bom, vice-versa. Não estou contente com isso, sobretudo quando no fim de contas não vai além das visões redutoras que usamos para encaixar os outros no nosso mundo. Eu sou bom e mau, simpático e bicho do mato e por aí em diante. Desconfiarei primeiro de quem achar que todas as coisas não andam aos pares.

Importante é o facto de, ouvindo e compondo música tendencialmente melancólica ou triste eu sinto-me muito mais feliz, sem precisar de andar de sorriso rasgado na rua. Não há razão para me esconder desse modo. Aliás, é o melhor filtro de todos.


Música que me acompanhou em 2007. Geradora de muitos sorrisos, por estranho que pareça.

The National - About today



Cold War Kids - Hospital Beds



Beirut - Nantes



Band of Horses - The Funeral


Perguntas sérias.
Guardei o "sim" que está atrás da cortina.
Há respostas honestas para os momentos errados.
Nos dias em que é preciso ocultar intenções e não dizer o que realmente se quer.

Saturday, August 16, 2008

Pelo Sado

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Nada há como a cauterização de erros.
Clausura, de modo circunspecto.

Pequenos muitos transformados em nada
mas grande, grande satisfação.

A relatividade é,
quer construção,
quer queda da nossa humidade.

Estamos apenas à distância de um erro
para a decisão correcta.
Mas sabe bem.

Friday, August 8, 2008

Entrelinhas

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Há muitas questões que poderia fazer mas neste momento apenas me pergunto o que me trouxe aqui da maneira que sou. Eu sei que não tem resposta e esta de nada serviria. É incómodo e estranho ver a própria maneira de ser presa especificamente por uma única música. Foram muitos anos sentados no escuro, apenas observando.



Girl afraid
Where do his intentions lay ?

Or does he even have any ?


She said :


"He never really looks at me
I give him every opportunity
In the room downstairs
She sat and stared
In the room downstairs
She sat and stared
I'll never make that mistake again !"

I'll never make that mistake again
I'll never make that mistake again


Boy afraid
Prudence never pays


And everything she wants costs money



"But she doesn't even LIKE me !
And I know because she said so
In the room downstairs
She sat and stared
In the room downstairs
She sat and stared
I'll never make that mistake again !"

The Smiths - Girl Afraid

Saturday, June 14, 2008

Pequeno passo

Depois de um longo período de travessia expectante, parece ter chegado o momento. Quando o cravo e a pianola soaram, foi sempre no sentido de tocar também umas fotos, fotos as quais até agora teriam sempre de ser no passado pois há mais de 2 anos que a minha última máquina disse adeus numa noite de inverno. Circunstancias levaram a que fosse tanto tempo (por outros gastos e outras tonterias) entre o adeus de uma e a chapada de uma nova. Faltam 4 dias para tal e o orcamento irá sorrir (e passado uns segundos entrar numa choradeira solucante). Vou deixar de ter desculpas para nao fazer nada. Que bom.


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De palavras enroladas descansa. Deixando por uma vez a sua continuidade em pausa. Repetindo o nome entre os lábios, como se a luz, um dia, se fosse esquecer de acender no seu canto.

Tuesday, February 26, 2008

Wreckage

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Foram várias as tardes aqui passadas há uma década atrás. Nao há nada como a dureza do tempo. Nem precisamos de ser pessoas para tal.